0

Você me trouxe marcas...




Você me trouxe marcas...
Marcas que não podem ser escondidas ou apagadas...
Eu vi o meu corpo se modificar a cada grama que você ganhava.
Vi o meu rosto, antes tão bem maquiado, com traços delicados, serem marcados pela exaustão, pelo cansaço, pelo stress...
Ao tomar banho e lavar os cabelos, vi os fios finos rolando pelo ralo, e ao pentea-los os via ali, vários, entrelaçados junto ao pente.
Antes, meus cabelos tão cheios e volumosos...
Hoje, ralos e enrolados em um coque.
Vi a minha própria pele se rasgar, centímetro por centímetro, cada vez que você crescia...
Rolava a ponta dos dedos pelas estrias me perguntando se elas iriam desaparecer...
Vi minha barriga, antes tão definida e com um piercing de enfeite, se tornar flácida e feia.
Vi meu corpo pesar, inchar, secar, aumentar.. e ganhar uma cicatriz quando você chegou, uma cicatriz eterna...
Sim, eu me cortei por você...
Hoje, me olhando no espelho sinto que me perdi no meio de tantas marcas e cicatrizes...
A antiga eu, tão jovem, bela,e sempre impecável...
Hoje não existe mais!
Mas, em meio a tantas marcas eu olho para você, fora de mim, crescendo, e me proporcionando olheiras misturadas com covinhas de sorrisos...
E afirmo para mim mesma, que pouco me importam todas essas cicatrizes, se eu tenho seus bracinhos em torno do meu pescoço...
Se eu tenho suas mãozinhas e seu olhar, que confiam tanto em mim...
Se eu tenho sua admiração e seu amor...
Se eu tenho você aqui deitadinho(a) olhando fixamente para mim...
O que será que você pensa?
Talvez o mesmo que eu...
Ah filho(a),
sim eu me marcaria por mais mil vezes, para ter suas pequenas pernas entrelaçadas na minha cintura.
Para ter esse olhar, esse cheirinho.
Você é a beleza mais magnífica que eu posso ter.
É a minha satisfação...
Você se tornou a minha vaidade e a minha virtude.
Você me fez mãe... E a mulher que ficou no passado, sem dúvidas, não brilhava metade do que eu brilho agora.


Desconheço Autoria
8

Sugestão de leitura - O Diário de Bordo do Parto

Há alguns meses recebi um e-mail sobre um livro que o tema me interessou muito, um livro que esclarece todas as duvidas das gestantes e da família sobre o parto, um livro cujas informações podem auxiliar e muito para a escolha de um parto consciente e feliz. Solicitei um exemplar para ter mais informações e pode compartilhar com vocês, já que une minhas duas paixões, a maternidade e a leitura. Quero agradecer a Dra Luciana Herrero e a Aninhare que gentilmente enviou um exemplar e é sobre ele que vamos falar neste post, se trato do livro Diário de Bordo do Parto - Guia prático para um parto consciente e feliz!



Nas primeiras paginas do livro eu já percebi o quanto as informações ali presentes me fizeram falta quando eu era gestante. Falando de forma bem honesta, eu tinha pavor do momento do parto. Vivia de site em site, de blog em blog em busca de informações e relatos de partos. Ouvia historias de partos das pessoas, e acabei optando com total apoio do meu obstetra e da família pelo parto cesáreo.


Claro que tive que pagar um preço pela falta de informação, por mais que buscasse não tinha as informações que eram realmente importantes, as que realmente me auxiliariam em fazer melhor escolha. Como por exemplo os riscos que uma cesariana agendada pode trazer para o bebê, não sabia que viria sentir essa dor desconcertante que sinto na cicatriz da cesária devido a uma endometriose ,que nesse livro descobri que a cesária pode ser uma das causas, coisas que nenhum medico me contou. Assim como também não me contaram que a ictericia que levou minha filha de volta ao  hospital com apenas 7 dias de nascida pode ter sido causada pelo parto precoce, já que com 37 semanas  a bebê estava muito grande, eu estava ansiosa, e sentia muita dor (minha gravidez foi bem dolorosa, tive que fazer até fisioterapia, estava acima do peso o que não ajudou muito) o meu obstetra resolveu marcar a cesariana durante uma consulta para o próximo dia.


Não sei se conseguiria um parto normal, devido minhas condições, devido ao tamanho da bebê, mas a certeza que tenho é que aguardaria a hora certa dela nascer. Creio que o medico naquele momento disse apenas o que eu queria escutar. E eu que tinha me preparado tanto, estava totalmente despreparada.

Então mamãe, eu recomendo que você se prepare para o seu parto, que você se informe para viver esse momento tão especial da melhor forma possível. Que você e o pai do bebê, juntamente com sua família, possa planejar esse momento, e independente da escolha, você tenha certeza que fez o melhor por você e pelo bebê. Eu recomendo que você leia esse livro, e que assim como eu se sinta amparada para fazer o melhor, pois após quase quatro anos do meu parto, eu me senti assim, amparada por tudo que esse livro me ensinou. Eu vi que não estou sozinha em minhas aflições, me emocionei com os relatos de partos e até chorei com alguns. Esse livro é um verdadeiro presente.


Uma leitura leve, um livro em um formato diferenciado, me senti dentro de um diário de verdade, com a diagramação linda. Não é uma leitura cansativa, achei a leitura surpreendentemente dinâmica e a acolhedora. Me encantei com esse livro, já quero ler o primeiro livro da Dra Lú e o que será lançado sobre amamentação. outro tema importantíssimo que precisa mesmo ser abordado.

Vamos ter mais postagens sobre o livro, pois um assunto tão rico não dá para ser abordado em uma unica matéria, e claro que pra ter acesso a tudo que vocês precisam saber, e para entender o que estou falando vocês precisam ler o livro. Eu queria muito tê-lo conhecido na gestação, ter me preparado mais e ter feito as melhores escolhas, e é isso que desejo para vocês, e é por esse motivo que recomendo essa leitura.



O Diário de Bordo do Parto - Marco, ponto inicial, ponte, portal ou rito de passagem: são muitos os nomes e significados associados ao nascimento de um filho. O fato é que dar a luz é mais do que um fenômeno biológico. É uma experiência física, emocional, espiritual e social, capaz de mobilizar sentimentos e deixar marcas profundas, tanto boas quanto ruins - e tanto na mãe e no pai quanto no bebê. Muitas mulheres sentem o parto como um momento de autotransformação e descoberta, um rito de passagem extremamente positivo. Para algumas, esta mudança é vivida nos primeiros minutos do pós-parto. Para outras, o sentimento aumenta um pouco a cada dia e vai ficando cada vez melhor. Infelizmente, o parto não é uma boa recordação para todas as mulheres. Há casos em que o nascimento do filho fica marcado como um ato de violência, uma experiência frustrante e triste. Mesmo que ninguém entenda (afinal, mãe e bebê estão em boas condições de saúde), a sensação que fica para essas mulheres é de algo se perdeu pelo caminho, foi roubado. Sugiro que você compartilhe cada pedacinho deste guia com seu parceiro e entes queridos. Se eles também estiverem preparados, mais tranquila será a chegada do bebê.

Para conhecer mais sobre os livros, sobre a autora e seus projetos, basta seguir os links.

Site da autora: Blog da Dra Luciana Herrero
Pagina no Facebook: Dra Luciana Herrero
Canal no YouTube: Clique Aqui
Instituto Aninhare

Obrigada Dra Lu, pela oportunidade de
compartilhar seu projeto ajudando mais mamães.

Espero que tenham gostado, em breve mais informações sobre o livro!
0

A importância de relaxar na gravidez



Alivie as tensões e o stress do dia a dia aprendendo a ter consciência das suas emoções e das necessidades do seu corpo.

A prática de atividades que proporcionem bem-estar e um estado de espírito equilibrado pode ser realizada em qualquer altura da sua vida.

A gravidez, para além de ser fisicamente exigente é também um momento em que poderá sentir um turbilhão de emoções. Uma das formas mais eficazes de aliviar as tensões e o stress do dia a dia e enfrentar os problemas com serenidade é aprender a ter consciência das suas emoções e das necessidades do seu corpo durante a gravidez.

Há diversos tipos de exercícios de relaxamento que pode fazer em casa ou num estúdio/ginásio. Para obter resultados, deverá praticar as técnicas de relaxamento de forma contínua. O ideal seria conseguir meditar, pelo menos, uma hora por dia.

As aulas de preparação para o parto, numa fase mais tardia da gravidez, também a ajudarão a conhecer o que a espera, a antecipar as emoções que poderá vir a sentir e a aprender as técnicas de postura e respiração que deverá adotar em cada uma das fases do trabalho de parto. Tudo isto poderá contribuir para aumentar o seu nível de segurança e a sensação de domínio das situações.

Entre as atividades que pode praticar, encontram-se a meditação e o treino de pensamentos positivos, o ioga ou as massagens.

Se preferir, compre um livro ou um vídeo e pratique em casa, com o seu companheiro. Esta partilha poderá também aumentar a auto-confiança do seu companheiro e prepará-lo para o momento em que estiver ao seu lado na sala de parto.
2

Não se acostume com a dor.



Há algum tempo tenho pensado em abordar um assunto com vocês, mas por se tratar de um problema que me afeta eu venho adiando. Na verdade o assunto é meio complexo, de difícil abordagem, por esse motivo eu decidi falar de maneira pessoal, como a doença me afetou e o longo caminho até sua descoberta. Você deve estar se perguntando sobre o que estou falando, eu falo sobre endometriose!

Tive minha filha através de uma cesariana, sem complicações e com uma recuperação rápida e muito feliz. Após minha filha completar 1 ano, comecei sentir dores insuportáveis no lado esquerdo da barriga, bem onde cicatrizou o corte da cirurgia. Sempre notei a relação com o período menstrual, mas não era cólica, se a cólica já é uma dor perturbadora, a dor que sentia era massacrante, mal conseguia andar. Não é atoa que esse tipo de dor é considerada incapacitante, pois você perde mesmo a capacidade de trabalhar, se divertir ou mesmo ter uma noite de sono. A dor me roubava da rotina, incapacitando de ter uma vida normal.

Fiz exames mas nada foi diagnosticado, o sofrimento continuava, alguns médicos tratavam o assunto como se fosse pura manha. Isso me dava um desanimo que cheguei acreditar que nunca descobriria o que tinha, e o medo do desconhecido me fazia muito mal, pois eu sabia que algo estava errado, sentia isso 15 dias por mês e os médicos não sabiam o que era.

Quando me mudei para Goiânia  eu tentei um ginecologista pelo plano de saúde, o que foi ótimo, pois fiz alguns exames que ainda não tinha feito, e através de um Ultrassom de Partes Moles, ele viu que tinha algo errado, um tecido no local que eu sentia dor, mas o tal tecido era palpável, pelo menos pra mim. Pronto ele descobriu o que era, a maldita endometriose, mas infelizmente não foi a solução, era apenas o começo de mais sofrimento. Mesmo assim agradeço o médico por ter ao menos diagnosticado o que eu tinha. Ele passou um medicamento muito utilizado no tratamento da doença. Mas o preço altíssimo, os enormes efeitos colaterais e a dor alucinante me fez desistir do tratamento e partir a procura de outro medico.

A dor era tanta que todo mês tinha que tomar medicações fortíssimas na veia, medicações que já  não conseguiam aliviar a dor, deixar de trabalhar e ficar de cama. E ainda ver as pessoas duvidando de todo aquele sofrimento. Sempre digo, só quem tem sabe o martírio que é, eu até me acostumei a sentir uma dor mais branda durante todo o mês. Me acostumei a chorar nos consultórios médicos pedindo ajuda, queria que alguém resolvesse meu problema, queria ter uma vida normal. 

Comecei participar de grupos de ajuda no Facebook, conheci mais mulheres com o mesmo problema, descobri que não estava sozinha, vi que muitas passavam por um problema até maior que o meu, pois a Endometriose causa infertilidade, muitas não conseguem realizar o sonho de ser mãe, felizmente esse sonho eu já realizei. E realmente ajudei, pois se antes me sentia uma fraca por causa da dor, descobri que era mais uma guerreira, uma guerreira que enfrenta diariamente o monstro da endometriose.

Encontrei uma nova ginecologista, está muito recente, estamos fazendo uma nova tentativa. não é a solução, pois ainda não existe uma solução, mas optamos por evitar a menstruação. Claro que tem os contras, vamos falar sobre isso mais adiante, mas a dor diminuiu, tenho me sentido melhor, não sei ainda o que vai acontecer. Mas já me sinto confortável para dividir isso com vocês.

Agora que já dividi um pouco da minha luta com vocês, eu vou começar abordar mais sobre o assunto, vou postar pesquisas que me ajudaram, a maior parte do que descobri sobre a endometriose foi pesquisando, estudando, ainda não existem muitos médicos capacitados sobre a Endometriose, eu não tive acesso a nenhum, mas tive acesso a uma boa profissional, tive sorte, nem todas tem. Em breve vou postar sobre o que é, sintomas, tratamento e tudo que precisamos saber, pois esse texto já está extenso demais.

Só deixo um alerta a vocês mulheres, não achem que rolar de dor achando que é cólica é normal, pois não é, não deixem ninguém diminuir a dor que estão sentindo. Vão atras, não se acostumem com a dor, você não precisa sofrer sozinha. E se você tem endometriose e quer compartilhar a sua historia, entre em contato comigo. Vamos nos unir e buscar melhor qualidade de vida para portadoras da endometriose.
1

Não deixe um bebê chorar

Hoje gostaria de compartilhar um texto que não é de minha autoria, mas que a mensagem é tão importante que ´precisa ser lido! Todos os créditos estão no final, imagem do meu acervo pessoal.



De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: não dar colo para o bebê, regular a amamentação em horários cronológicos e deixar o bebê chorando. Elas me pegam na alma.

Bebes não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e estão do lado de fora.

Precisam ser alimentados, estranham. Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno.

Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:
- Por favor me ajude

Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila.

Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança.

Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz.

Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida.

O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas.

Dependentes de comida, de medicamentos, de sexo, de necessidade de aceitação.

São, algumas vezes, sobreviventes de pequenos ou grandes abandonos.

Algumas vezes vendo esses programas que difundem a idéia da Torturadora de bebês eu sinto algo inexplicável: eu choro com a mãe que chora, com o filho que dorme soluçando.

Não há nada mais fácil e prazeroso para mãe e bebê do que deitar junto com o bebe e dormir agarradinho.

É tão rápido que eles crescem. O que são 3 anos diante de uma vida toda?

Queremos tanto a independência precoce, exaltamos isso como troféu e depois questionamos onde se perdeu esse fio.

Eu vejo idosos abandonados com cuidadores ou em asilos e vejo ali o reflexo de uma sociedade que fecha os olhos para os dependentes trocando o amor por tecnologia, chupeta, mamadeira, berço que balança e no fim, uma cama fria e olhos de uma profissional contratada.

Assim começa a vida, assim ela termina. No meio um grande vazio que tentamos preencher. Um vazio cultivado em nome dessa ilusória independência precoce.


Creditos: Kalu Brum

(Texto retirado da página https://www.facebook.com/espiritismobrasilcom depois encontrei o original no site: http://vilamamifera.com/cafemae/nao-deixe-um-bebe-chorar)